segunda-feira, 24 de abril de 2017

A Câmara Sangrenta - Angela Carter

A Câmara Sangrenta - Angela Carter

Editora: Dublinense para TAG
Ano da Edição: 2017
Páginas: 224
Título Original: The bloody chamber

Sinopse
Originalmente lançados em 1979, os contos aqui reunidos são prova da sofisticação e criatividade de Ângela Carter. Ao se apropriar de histórias folclóricas como Chapeuzinho Vermelho e a Bela e a Fera, além de personagens míticos como vampiros, lobisomems e entidades sobrenaturais, a autora reconstrói um universo realista que bebe no fantástico. Como quem desmancha um quebra-cabeça, ela reposicionar as peças do feminino, da violência, da sexualidade e do heroísmo em um imaginário inovador e indiferente aos paradigmas de sua época. Embora pouco conhecida no Brasil, Ângela Carter é considerada uma das principais escritoràs inglesas do século 20. Sua obra é tão vasta quanto variada: são mais de trinta livros, entre contos, romances, poemas, ensaios e peças. Acumulou diversos prêmios durante a carreira, mas sua grande conquista está no legado artístico e humano de suas palavras. A Câmara sangrenta e outras histórias é um dos melhores exemplos de seus méritos.



Resenha

Primeiro, quero dizer que fiquei um pouco decepcionada com o visual do kit da TAG como um todo. Não ficou tudo combinando e faltou um contraste maior na capa, sei lá, o nome do livro e da autora ficaram pequenos e não realçaram bem junto daquele monte de figurinhas. Já o pôster é bonito, só que também me irritou um pouco porque, como é grudado na capa, fica atrapalhando no começo do livro.

Quanto ao conteúdo, eu esperava mais também. A TAG fez a maior publicidade do kit de março, dizendo que eram contos feministas, que eram contos de fadas, mas sob a perspectiva de mulheres fortes e eu criei expectativas muito altas que não foram bem atendidas. A autora diz que recusa o rótulo de ter feito somente versões adultas dos contos, mas, na minha opinião, foi basicamente isso.

Todos os contos são bastante erotizados, dando ênfase à nudez feminina, falando de um jeito tosco sobre virgindade, tipo: "Ela se levanta e se move dentro do pentagrama invisível de sua própria virgindade". E alguns, como "A filha da neve" e os dois últimos, beiram o mau gosto. Com exceção dos que são releituras de A Bela e a Fera e "O Lobisomem", não senti essa coisa de a mulher ser a forte, mas, sim, que elas reconheciam que tinham desejo sexual.

É claro que sou apenas uma leitora e não uma conhecedora de literatura, então talvez eu simplesmente não tenha o conhecimento necessário para achar que este livro é a obra-prima que os críticos acham. De qualquer forma, é curto e tem uns contos que gostei, como: "O Sr. Lyon faz a corte", "A noiva do tigre", "O gato de botas" e "O Lobisomem". "A Câmara Sangrenta" foi bom, só que poderia ser bem mais curto. O restante foi mais ou menos.



p.s.: enquanto teve gente que adorou o visual do kit, eu fui uma das que não gostou muito. Sei lá, achei que não ficou tudo bem casadinho e coeso como nos kits anteriores. Gostei mais das cores do pôster e preferia que a capa tivesse ficado desse jeito. Como já disse, queria que o pôster fosse removível, pois ele atrapalha no início da leitura. Mas o mimo foi bem legal: três marcadores magnéticos.


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