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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

D. Pedro: A história não contada - Paulo Rezzutti

D. Pedro: A história não contada - Paulo Rezzutti

Editora: LeYa
Ano da Edição: 2015
Páginas: 432
Sinopse
Mais do que um dos personagens da independência do Brasil e herói liberal na Europa, D. Pedro foi um filho devotado, um irmão presente e um pai amoroso e preocupado com a educação dos filhos. Essas facetas pouco conhecidas, bem como o que houve com o monarca após deixar o Brasil, a guerra em que se envolveu contra o irmão para restabelecer a filha no trono de Portugal, são abordadas com profundidade neste livro. A análise mais íntima de D. Pedro permitiu relacionar ocorrências de sua vida particular que precipitaram ações estratégicas e políticas. Como nos trabalhos anteriores de Paulo Rezzutti, D. Pedro, a história não contada é garantia de boa leitura.



Resenha

quarta-feira, 7 de março de 2012

Dragões de Éter: Círculos de Chuva - Raphael Draccon



Dragões de Éter: Círculos de Chuva - Raphael Draccon

Editora: Leya
Ano de Laçamento: 2010
Páginas: 534


Sinopse
Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltam contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga. Hoje, Arzallum, o Maior dos Reinos, tem um novo Rei e vive a esperada Era Nova. Coisas estranhas, entretanto, nunca param de acontecer... Dois irmãos sobreviventes a uma ligação com antigos laços de magia negra descobrem que laços dessa natureza não se rompem tão facilmente e cobram partes da alma como preço. Uma sociedade secreta renascida com um exército de órfãos resolve seguir em frente em um plano com tudo para dar errado em busca do maior tesouro já enterrado, sem saber o quanto isso pode mudar a humanidade. O último príncipe de Arzallum viaja para um casamento forçado em uma terra que ele nem mesmo sabe se é possível existir, disposto a realizar um feito que ele não sabe se é possível realizar. Uma adolescente desperta em iniciações espirituais descobre-se uma mediadora com forças além do imaginário. E um menino de cinco anos escala uma maldita árvore que o leva aos Reinos Superiores, ferindo tratados políticos, e dando início à Primeira Guerra Mundial de Nova Ether.


Resenha

Pessoas, posso definir meu sentimento ao terminar Círculos de Chuva com uma só palavra: desapontamento. Sinceramente, eu esperava muito mais deste livro, afinal ele tinha uma classificação geral de 4.5 no skoob na época em que comprei, sendo que mais de 70 % das pessoas havia dado 5 estrelas para ele. Sem contar que o primeiro livro da série foi maravilhoso e o segundo, apesar de não ser excelente, foi bom, deixando a expectativa de que o próximo fosse pelo menos tão bom quanto. Porém, Círculos de Chuva deixou muito a desejar.

A estória se arrasta por infinitas 400 páginas (de 534 no total), para só então começarem a acontecer as coisas que realmente interessam. Tudo que vem antes das últimas cento e poucas páginas não passa de enrolação, exceto as passagens em que João Hanson aparece, pois acabam por fazer parte de seu amadurecimento como escudeiro.

O autor passa o tempo todo só inserindo novas referências a outras estórias (como as de João e o pé de feijão, Gulliver, Peter Pan e Simbad), sem realmente conectá-las de forma coesa e crível como ele havia conseguido no primeiro livro. Além disso, ele vem com aquela coisa de "Christo de Merlim" de novo!

Para mim, o livro teria sido mais bem sucedido se ele tivesse trabalhado apenas com os personagens que já havia inserido em Corações de Neve e dado maior profundidade a eles. Aliás, com tanta gente aparecendo, personagens como Maria (tão importante anteriormente) ficaram limitadas a pequenas passagens que não levaram a canto algum.

Temos ainda o casamento totalmente sem sentido de Axel com uma elfa. A meu ver, Axel poderia ter ido falar com o Elfo-Rei e convencido ele a fazer as mesmas coisas, sem que o casamento fosse necessário. E por falar nisso, se Axel estava prometido desde bebê a esta Livith, por que o fato não era de conhecimento geral, como era o acordo que envolvia Anísio e Branca? E por que foi permitido que ele se envolvesse com Maria, se ele já tinha uma noiva prometida? Essas são perguntas que não foram respondidas e são mais uma prova de que o autor saiu criando situações sem avaliar seu impacto no que já estava escrito.

Como se tudo isto não bastasse, Draccon ainda resolveu reaproveitar suas próprias estórias, reciclando o ataque pirata à capital do reino. O novo ataque foi um acontecimento totalmente despropositado, cuja única consequência foi fazer sugir do nada novos seres esquisitos.

Enfim, apesar de muita gente ter adorado o livro, eu não fui capaz de ver o motivo para tal encantamento. Só espero que o próximo livro seja bem melhor, que responda às questões que ficaram em aberto e que não seja só mais enrolação para estender a série.


Série Dragões de Éter
  1. Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas
  2. Dragões de Éter: Corações de Neve
  3. Dragões de Éter: Círculos de Chuva

sábado, 26 de novembro de 2011

Dragões de Éter: Corações de Neve - Raphael Draccon

Depois de um longo e tenebroso inverno, venho aqui postar mais uma resenha. A minha desculpa continua a mesma: estou na reta final do meu mestrado, ainda falta um restinho para terminar a dissertação e já tenho não-sei-quantas correções a fazer. Portanto, é provável que eu dê uma nova sumida depois desse post.

Cuidado! Este resenha contém spoilers para quem não leu o primeiro livro.

Dragões de Éter: Corações de Neve -  Raphael Draccon

Editora: Leya
Ano de Laçamento: 2009
Páginas: 495


Sinopse
Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltaram contra as antigas raças. E assim nasceu a Era Antiga. Hoje, Arzallum, o Maior dos Reinos, tem um novo rei, e a esperada Era Nova se inicia.
Entretanto, coisas estranhas continuam a acontecer... Uma adolescente desenvolve uma iniciação mística proibida, despertando dons extraordinários que tocam nos dois lados da vida. Dois irmãos descobrem uma ligação de família com antigos laços de magia negra, que lhes são cobrados. Duas antigas sociedades secretas que deveriam estar exterminadas renascem como uma única, extremamente furiosa.
Após duas décadas preso e prestes a completar 40 anos, um ex-prisioneiro reconhecido mundialmente pelas ideias de rebeldia e divisão justa dos bens roubados de ricos entre pobres é libertado, desenterrando velhas feridas, ressentimentos entre monarcas e canções de guerra perigosas. O último príncipe de Arzallum resgata sombrios segredos familiares e enfrenta o torneio de pugilismo mais famoso do mundo, despertando na jornada poderosas forças malignas e benignas além de seu controle e compreensão.
E a tecnologia do Oriente chega de maneira devastadora ao Grande Paço, dando início a um processo que irá unir magia e ciência, modificando todo o conhecimento científico que o Ocidente imaginava possuir.
E o mundo mudará. Mais uma vez.


Resenha

O livro segue no mesmo estilo do anterior, com várias estórias acontecendo ao mesmo tempo, mas o narrador deixa de ser aquele bardo que vai conversando com a gente. Para algumas pessoas isso foi uma vantagem em relação a "Caçadores de Bruxas", mas para mim não ficou nem melhor ou pior por causa disso. Eu havia gostado do narrador/bardo, mas não amei tanto assim a ponto de sentir falta. Mas falando da estória, ele começa com a coroação de Anísio e com Axel se preparando para disputar o Punho de Ferro - a competição de pugilismo que reúne os campeões de cada nação do continente Ocaso.

Ao ser coroado Rei, Anísio tem direito a fazer seus Três Desejos, desejos que dificilmente alguém ousaria negar. As coisas estavam indo mais ou menos bem, até que Anísio pede como seu Terceiro Desejo a libertação de Locksley, o Robin Hood de Nova Ether, gerando divergências entre os países. Ficando de um lado os países que apoiam Arzallum e do outro os que apoiam Minotaurus.

Logo, o Punho de Ferro deixa de ser uma mera competição entre pugilistas e passar a ser como um teste de forças entre as nações. E Axel sente cada vez mais a pressão de representar Arzallum. E é a partir daí que a estória vai se desenrolando. Vários personagens do livro passado reaparecem aqui, como Arianne, João, Maria, Liriel e Snail. Sem contar que chegam pelos céus um pessoal do outro continente, trazendo consigo uma tecnologia nunca antes vista no Ocaso.

Dentro do que eu gostei do livro posso citar: (i) o amadurecimento dos personagens, principalmente de João, o final dele foi um dos que mais gostei; (ii) conhecer um pouco mais sobre Anísio e sua relação com os pais e o irmão, pois no livro passado era apenas um coadjuvante e não se sabia o que diabos ele foi fazer na Sete Montanhas, mas aqui ele ganha a mesma importância de Axel e sua infância e razões para partir são reveladas; (iii) as bruxas más não são mais simplesmente devoradoras de criancinhas e passam a ser parte de uma organização mais poderosa, com interesses políticos; (iv) e adorei Ruggiero, o competidor do oriente.

Porém, algumas coisas me incomodaram neste livro e a primeira delas é o caráter extremamente cristão que ele tem. Em "Caçadores de Buxas", a religiosidade ficava centrada no semideus criador e nas fadas que são seus avatares e eu havia gostado da "sacada" de fazer o escritor e os leitores semideuses responsáveis pelos mundos de éter. Também pode-se fazer um paralelo entre a caçada às bruxas em Nova Ether e aquela promovida pela Igreja Católica medieval, e isso ficou bem consistente no primeiro livro.

Só que achei que uma das lições que ficaria para este livro era de que a magia também pode ser boa, não há só bruxas más e que a caçada às bruxas, da forma que ela foi executada, foi um engano. Mas não é isso o que acontece em "Corações de Neve", não só os caçadores de bruxas ressurgem, como a cruz passa a ser um símbolo de Merlin, que é o "Christo" de Nova Ether. Eu não lembro exatamente como Merlin era citado no Livro 1, mas tenho certeza de que ele não tinha essa conotação tão forte de "Jesus Cristo, o Salvador". Para mim, isso fez o mundo perder um pouco de sua essência fantástica.

Outro aspecto que não agradou foi essa tecnologia dos gnomos. O mundo criado no primeiro livro tem aquele ar medieval e apesar de as crianças falarem gírias e as escolas serem como as escolas modernas, ainda assim, tudo casava bem. Mas essa coisa de naves voadoras, cristais, energia dos gênios e éter líquido não ficou bem resolvida dentro de Nova Ether. Ficou tudo muito artificial e pareceu que o autor simplesmente teve uma idéia e escreveu ela logo, sem nem pensar direito em como torná-la verossímil para o mundo criado.

Portanto, se fosse para dar uma nota entre 0 e 10, daria ao livro a nota 7,5. Assumindo que 3 estrelas daria nota 6, e 4 seria 8, eu preferi dar 4 estrelas.

Série Dragões de Éter
  1. Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas
  2. Dragões de Éter: Corações de Neve
  3. Dragões de Éter: Círculos de Chuva

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas - Raphael Draccon

Oba, mais uma resenha de autor nacional! E o melhor, é de um livro do gênero que mais gosto: literatura fantástica. Eu sei, eu sei, eu tenho feito só resenhas de romances (que também gosto muito), mas meu livro favorito sempre vai ser O Senhor dos Anéis.


Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas - Raphael Draccon

Editora: Leya
Ano de Laçamento: 2010
Páginas: 440


Sinopse

Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares em forma de fadas-amazonas. Um dia, porém, cansadas das falhas dos seres racionais, algumas delas se voltam contra as antigas raças. E assim nasce a Era Antiga. Essa influência e esse temor sobre a humanidade só têm fim quando Primo Branford, o filho de um moleiro, reúne o que são hoje os heróis mais conhecidos do mundo e lidera a histórica e violenta Caçada de Bruxas. Primo Branford é hoje o Rei de Arzallum, e por 20 anos saboreia, satisfeito, a Paz. Nos últimos anos, entretanto, coisas estranhas começam a acontecer...


Resenha

Quem leu minhas resenhas dos livros de Debbie Macomber sabe que acho muito instigante quando o livro tem vários personagens e estórias acontecendo ao mesmo tempo. Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas é assim também e eu adorei. Outra coisa que achei bem legal foi a linguagem usada pelo narrador. Ele começa se introduzindo como um contador de histórias e é isso mesmo. É como se estivéssemos conversando com o narrador e ele começasse a nos contar uma história.

É chover no molhado dizer que Raphael Draccon faz uma releitura de contos clássicos, como Chapeuzinho Vermelho, João e Maria e por aí vai... Mas é realmente interessante a forma como ele vai juntando tantos personagens de histórias fantásticas, e dando sua própria cara a eles, de uma maneira que dá pra acreditar que elas podiam ser assim. Quer um exemplo? Qual é o nome da Chapeuzinho Vermelho? Pois é, aqui ela se chama Ariane e tem muito mais para contar.

Como é comum nos livros de literatura fantástica, o começo é mais uma apresentação dos personagens e do mundo em si (Nova Ether, neste caso). A ação começa mesmo no dia em que o príncipe Axel (lindooo!) parte em busca do irmão Anísio, o príncipe herdeiro do reino Arzallum. Neste mesmo dia, dois galeões aportam em Andreanne, a capital do reino, trazendo o terrível pirata Jamil Coração-de-Crocodilo.

A partir de então, a vida de dos habitantes do reino vira de cabeça para baixo, com tanta coisa horrível e estranha acontecendo. O Rei Primo Branford, coitado, foi pego totalmente de surpresa e não sabe o que fazer para que a paz volte a reinar. Ninguém tem ideia do que os piratas pretendem e nada parece fazer sentido, porém o professor Sabino talvez esteja na pista certa...

Bem, vou parar por aqui para não estragar a leitura de ninguém. Mas posso dizer que o final é muito legal e resolve as pendências criadas ao longo do livro, ou seja, você não fica naquele desespero para ler o próximo.

Ah! já ia esquecendo... Muito bom aquele conto sobre a Nazareth, hein?

Série Dragões de Éter
  1. Dragões de Éter: Caçadores de Bruxas
  2. Dragões de Éter: Corações de Neve
  3. Dragões de Éter: Círculos de Chuva