segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Lady Whistledown Strikes Back

Voltamos esta semana com outra antologia com a Lady Whistledown.

Lady Whistledown Strikes Back - Julia Quinn, Suzanne Enoch, Karen Hawkins & Mia Ryan

Editora: HarperCollins e-books
Ano da Edição: 2009
Páginas: 400

Sinopse
Julia Quinn enchants: A dashing fortune hunter is captivated by the Season's most desired debutante...and must prove he is out to steal the lady's heart, not her dowry. Suzanne Enoch tantalizes: An innocent miss who has spent her life scrupulously avoiding scandal is suddenly—and secretly—courted by London's most notorious rogue. Karen Hawkins seduces: A roving viscount comes home to rekindle the passionate fires of his marriage... only to discover that his beautiful, headstrong bride will not be so easily won. Mia Ryan delights: A lovely, free-spirited servant is dazzled by the romantic attentions of a charming earl... sparking a scandalous affair that could ruin them both.



Resenha

Confesso que fiquei decepcionada com este livro. Eu estava esperando que fosse tão bom quanto a primeira antologia da Lady Whistledown, mas até a história da Julia Quinn não foi instigante.

A primeira história foi a da Julia Quinn que, apesar de boa, não trouxe aquele algo mais, sabe? Nem o mocinho, nem a mocinha tinham algo de diferente, que fizesse você querer ler mais sobre eles.

A segunda foi a da Mia Ryan e a pior de todas! Nem as colunas da Whistledown conseguiram salvar esta daqui. Eu tinha gostado tanto dos personagens da história da autora no outro livro, mas dessa vez eu não gostei de nenhum. Todas as vezes que a mocinha aparecia, ela tinha que rir ou gargalhar sem nenhum motivo aparente. Enquanto o mocinho (sem sal) achava isso "adorável", eu me irritava toda vez. A sorte é que a autora faz histórias curtinhas e o sofrimento não durou tanto.

A terceira história foi a da Suzanne Enoch e, mais uma vez, foi só OK. Eu até que gostei do mocinho e a história começou de um jeito que parecia que ia ser boa, mas o desenrolar foi insatisfatório. Página após página, a mesma situação se repetia: mocinho tenta falar com mocinha, os pais dizem que ela não tá em casa, ela fica sabendo que ele apareceu só depois e os pais dizem que ela não pode vê-lo, pois ele é o tipo de homem que pode causar escândalos. Pronto, é isso.

A última história é a da Karen Hawkins, que eu esperava que fosse salvar o livro, pois no último a história dela foi a mais divertida, mas não foi o que aconteceu. Os personagens eram legais, mas o motivo de sua separação inicial não era o suficiente para justificar 12 anos(!!) de rompimento, sendo que os dois são casados. Era de se esperar que depois de uns 2 anos, ou eles se divorciavam de vez, ou tentavam se reconciliar. Doze anos foi um exagero.

Lady Whistledown (série ainda não lançada no Brasil)
  1. The Further Observations of Lady Whistledown
  2. Lady Whistledown Strikes Back

terça-feira, 4 de outubro de 2016

TAG - Experiências Literárias (outubro / 2016)

Este vai ser um post diferente, pois não é uma resenha de livro. Vou contar aqui as minhas primeiras impressões sobre a TAG - Experências Literárias.

Para quem não sabe, a TAG é um clube de assinatura de livros, onde todo mês você recebe em casa um livro que não sabe qual é. Eles dão umas dicas de qual será o livro do próximo mês, para quem quiser tentar adivinhar, mas não dizem qual será de fato. Além do livro, eles sempre mandam algum mimo, que pode ter algo a ver com o livro, e a Revista TAG, que conta mais sobre o curador do mês, o autor do livro do mês e dá as dicas do próximo mês.

Eu achei a proposta legal, ela faz com que você acabe experimentando diferentes tipos de livros. É bom para quem quer sair da zona de conforto e variar a leitura. Por um lado, você pode se surpreender e gostar muito do livro que recebeu, ler um livro que não leria normalmente e acabar gostando. Por outro lado, pode ser que o contrário aconteça, que receba um livro do qual não goste de maneira alguma. Os brindes que acompanham o livro também podem ser mais legais em um mês e mais sem graça noutros.

Enfim, como gosto muito de livros e vi uma promoção que dava 30% de desconto no primeiro mês, resolvi testar. Minha primeira caixa foi a de outubro que chegou hoje mesmo, dia 04. A foto de abaixo é de quando abri a caixa.


Veio tudo dentro desse saquinho, que é o mimo do mês de outubro. Pela foto que a TAG tinha colocado no Facebook, que pegava só a pontinha, eu achava que seria tipo uma capa de livro, dessas de tecido. Mas é como um "envelope" de tecido, com um botão atrás. Vou colocar mais fotos abaixo. Confesso que já tinha lido as dicas e fuçado no Google, então já tinha uma ideia de qual livro seria e acertei. O livro é "A Louca da Casa" de Rosa Montero. Nunca li nada dessa autora, mas pela descrição, fiquei com vontade de ler.


O livro e a revista vieram dentro dessa "caixinha" de papelão. Além disso, mandaram uma cartinha de boas-vindas e um marcador personalizado da TAG.
 

Mas e aí, o que achei? Ainda tenho que ler a revista e livro para poder avaliar a experiência como um todo, mas eu achei que foi legal. Porém, achei que este foi um mês mais fraco, onde o preço ficou salgado para o que foi oferecido. Na Amazon, o livro está hoje por R$13,10 - isso mesmo, 13 reais e 10 centavos! Para mim, que paguei R$48,93, ficou bem +ou-, mas quem pagou o preço normal da caixa, R$69,90, deve ter ficado bem desapontado.

Eu sei que a pessoa não paga pelo livro, mas pela "experiência" como um todo, que eles têm todo um cuidado de encontrar diferentes curadores, de preparar a revista e tudo mais; só que não compensou neste mês. Entretanto, no geral, pode até vale a pena, pois o preço dos livros das caixas anteriores está entre 25 e 35 reais. Além disso, tem o frete, que já está incluso nesses R$69,90 para qualquer parte do Brasil.

Portanto, não vou desistir da assinatura logo. Vou esperar o próximo mês, quando pagar o preço normal, para decidir se continuo ou não.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

The Further Observations of Lady Whistledown

Para não deixar o blog parado, vou colocar aqui algumas resenhas que já estão no meu Skoob, mas que acabei não publicando no blog.

The Further Observations of Lady Whistledown - Julia Quinn, Suzanne Enoch, Karen Hawkins & Mia Ryan

Editora: HarperCollins e-books
Ano da Edição: 2009
Páginas: 400

Sinopse
Society is abuzz when the Season's most promising debutante is jilted by her intended—only to be swept away by the deceitful rogue's dashing older brother—in New York Times bestseller Julia Quinn's witty, charming, and heartfelt tale. When the scandalous actions of his beautiful fiancée are recorded in Lady Whistledown's column, a concerned groom-to-be rushes back to London to win his lady's heart once and forever, in Suzanne Enoch's enchanting romantic gem. Karen Hawkins captivates with an enduring story of a handsome rogue whose lifelong friendship—and his heart—are tested when the lovely lady in question sets her cap for someone else. A dazzling and delightful tale by Mia Ryan has a young woman cast out of her home by an insufferable yet charming marquis—who intends to take possession not only of the house... but its former occupant as well!



Resenha

O melhor são as colunas da Lady Whistledown!

Lady Whistledown é uma personagem introduzida na série Os Bridgertons (lançada no Brasil pela Arqueiro). Ela é uma escritora daquelas colunas de fofocas, suas colunas são muito engraçadas e aparecem no início de cada capítulo dos livros da série. A personagem fez um sucesso tão grande entre os fãs da Julia Quinn que ganhou participação em mais dois livros. São duas antologias, com histórias de 4 autoras (incluindo a Quinn), onde as hilárias colunas de Lady Whistledown aparecem também no início de cada capítulo.

O bom dessas antologias é que elas permitem que você "prove" um pouco da escrita de algumas autoras que não conhece, sem se comprometer com um livro inteiro só delas. No geral, o livro foi muito bom, com as colunas da Lady Whistledown no início de cada capítulo, tudo fica mais gostoso de ler. Só a primeira história é que foi +ou-.

Não simpatizei com a mocinha da primeira história e achei que a autora, Suzanne Enoch, fugiu demais dos costumes da época. É claro que esses livros românticos não têm a pretensão de serem historicamente precisos e que temos de dar um desconto, mas a filha mimada de um nobre ir pra cama com o prometido antes do casamento já é bastante "pra frente", agora ela dizer que aquilo não significou que ela ia aceitar casar foi além da conta.

A segunda história, da Karen Hawkins, foi bastante divertida. A mocinha tem 31 anos, um gosto duvidoso para roupas e um macaco! Gostei da escrita da autora e pretendo procurar outros livros dela.

A terceira foi a de Mia Ryan, cujo mocinho foi ferido na cabeça durante a guerra e agora ficou com dificuldades para falar. Como ele não é de conversar, acaba despertando opiniões e reações diversas nas pessoas e gerando algumas situações até engraçadas. A história foi a mais curtinha, mas ótima. Também foi uma autora que me despertou a curiosidade.

A Julia Quinn era a única autora de quem eu já tinha lido alguma coisa, justamente da série dos Bridgertons, que tem a Lady Whistledown. A história dela também foi ótima, com uma mocinha que havia sido cortejada e depois rejeitada em público pelo irmão mais novo do mocinho.

Lady Whistledown (série ainda não lançada no Brasil)
  1. The Further Observations of Lady Whistledown
  2. Lady Whistledown Strikes Back

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Harry Potter and the Cursed Child - J.K. Rowling, John Tiffany & Jack Thorne

Resolvi ressuscitar o coitado do blog! Minha desculpa para o sumiço é que estou no doutorado, então está pior do que quando estava no mestrado. Mas o lado bom é que voltei para falar sobre a série de livros que mais amo no mundo.

Harry Potter and the Cursed Child -  J.K. Rowling, John Tiffany & Jack Thorne

Editora: Little, Brown
Ano da Edição: 2016
Páginas:  343
Sinopse
It was always difficult being Harry Potter and it isn’t much easier now that he is an overworked employee of the Ministry of Magic, a husband and father of three school-age children. While Harry grapples with a past that refuses to stay where it belongs, his youngest son Albus must struggle with the weight of a family legacy he never wanted. As past and present fuse ominously, both father and son learn the uncomfortable truth: sometimes, darkness comes from unexpected places.



Resenha

A peça é ótima, mas o roteiro tem furos

Tive dificuldade para colocar uma nota aqui, pois fui uma das pessoas sortudas que conseguiu comprar ingresso para ver a peça na sessão especial de 1 de setembro. E ter essa experiência foi incrível! Eu não tinha lido o roteiro ainda e os spoilers que tinha visto foram só da primeira parte, então muita coisa eu só descobri na hora. Tudo é maravilhoso: os atores, o figurino, os efeitos especiais, a trilha sonora... Ao entrar no teatro, você já fica imerso no mundo do Harry Potter.

Entretanto, passado o deslumbramento, quando você vai relembrando tudo que viu e ouviu, você nota que tem uma série de coisas que não se encaixam bem com aquilo que está nos livros. Resolvi ler o roteiro para ter certeza de que tinha entendido tudo direitinho e confirmei todas as brechas que tinha achado na história.

Para mim, o pior tem a ver com a criança amaldiçoada em si. Não vou dar spoilers, mas achei que a história inventada para a tal criança não caiu bem. Não é algo que nossa diva teria escrito, simplesmente não bate com tudo que a gente sabe da trajetória e personalidade dos personagens. Se a criança tivesse outros pais, teria sido bem melhor e ainda dava para justificar suas ações.

Também não gostei do Harry. O Harry que conhecemos não se transformaria no tipo de pai que vemos aqui. Já a Gina, eu achei que ficou perfeita. Ela manteve a força da Gina dos livros, nada parecida com a dos filmes. Hermione não estava tão perfeita quanto a Gina, mas não estava destoando. Rony não ficou ruim, mas foi mal usado. Como a história não é centrada na filha dele, não havia justificativa para ele aparecer muito, então acabou ficando mais como alívio cômico das cenas em que apareceu.

Enfim, a nota que dei é mais para a peça e não para o roteiro sozinho. Eu amei a peça e a história do roteiro é boa, mas temos que encará-la mais como algo à parte, uma forma de matar a saudade, não como um retrato "oficial" do que se passa depois dos livros. Porque ela sofre do mesmo mal que todas histórias contadas por outras pessoas, que não são o autor original, sofrem: deixam a impressão de que o criador dos personagens não faria daquele jeito.

Harry Potter
  1. Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter and the Philosopher's Stone)
  2. Harry Potter e a Câmara Secreta (Harry Potter and the Chamber of Secrets)
  3. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Harry Potter and the Prisoner of Azkaban)
  4. Harry Potter e o Cálice de Fogo (Harry Potter and the Goblet of Fire)
  5. Harry Potter e a Ordem da Fênix (Harry Potter and the Order of the Phoenix)
  6. Harry Potter e o Enigma do Príncipe (Harry Potter and the Half-Blood Prince)
  7. Harry Potter e as Relíquias de Morte (Harry Potter and the Deathly Hallows)
  8. Harry Potter and the Cursed Child (em português será: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada)


terça-feira, 15 de julho de 2014

Convergente - Veronica Roth

Convergente - Veronica Roth

Editora: Rocco
Ano da Edição: 2013
Páginas: 528
Título Original: Allegiant

Sinopse
A obra traz uma versão futurista da cidade estadunidense de Chicago, a sociedade se divide em cinco facções dedicadas ao cultivo de uma virtude - a Abnegação, a Amizade, a Audácia, a Franqueza e a Erudição. Aos dezesseis anos, em uma grande cerimônia de iniciação, os jovens são submetidos a um teste de aptidão e devem escolher a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas. Para Beatrice, a difícil decisão é entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é não -pode ter os dois. Então faz uma escolha que surpreende a todos, inclusive ela mesma.


Resenha

Este é o último livro da trilogia Divergente. É nele que o mistério de como surgiu a cidade e o sistema de facções que divide a sociedade surgiram é desvendado. É nele também que descobrimos finalmente o que há além do Muro.

Assim como o segundo livro da série, este também começa exatamente onde o último terminou: no clímax da descoberta do vídeo explicando o surgimento da cidade. E tinha tudo para ser o melhor e fechar com chave de ouro a série da Veronica Roth, já que a cidade está em guerra e um grupo é escolhido para ir ao exterior do Muro descobrir o que tem lá. Tinha tudo para ser o livro mais eletrizante e impactante. É aqui que todas as explicações são dadas, mas sinceramente o livro não alcançou as minhas expectativas. Não que ele seja de todo ruim, mas não chega nem perto da emoção e excitação que você sentiu lendo os dois primeiros.

Convergente é bem mais lento que Divergente e Insurgente. E quando eu digo “bem mais lento”, é beeeeeem mais lento mesmo. Se você está esperando ação a todo momento e descobertas surpreendentes a cada capítulo como antes, sinto informar que não é isso que você vai ter. Se você espera devorar o livro, porque não consegue parar, não é isso que vai ter. Logo que o grupo que atravessa o Muro e encontra alguém do outro lado, tudo é explicado muito rapidamente e pronto. Fica aquela mesmice. Nada acontece, só dramas de Tris com Tobias e tal, ninguém toma nenhuma atitude, nem nada. Até que finalmente chega a hora do clímax do final!

 Mas o que me irritou mesmo foi a explicação que a Veronica deu para tudo. Na resenha do primeiro livro contei que demorei a aceitar a premissa de que o mundo se restringe a uma cidade e que ela é dividida em facções, onde cada um tem um trabalho específico de acordo com sua personalidade. Mas você vê que é algo bem maior do que isso, você espera a peça final do quebra-cabeças que vai encaixar tudo. E ... quando você acha a peça não faz o menor sentido. É uma explicação muito surreal e simplória, bem menos do que o livro merecia. Eu simplesmente não fui convencida.

E ainda tem outro detalhe! A história agora não é mais contada apenas do ponto de vista de Tris, temos capítulos intercalados de Tris e Tobias contando o que está acontecendo. E achei que a forma de linguagem, ou até mesmo a formatação das páginas poderiam ter ajudado mais o leitor a discernir quem é quem. Porque a autora não deixa bem definida a forma de um falar e a do outro, então se você parar no meio de um capítulo pra ir beber água, quando voltar não sabe mais quem é que está narrando a história e tem que voltar ao início do capítulo para ver o nome que intitula-o.

Resumindo: se você leu e se empolgou com os primeiros livros, você terá que ler este porque tem ter um fim, né? Mas acredito que vai se decepcionar um pouco com as explicações dadas pela Veronica Roth. Vale a pena ler para fechar o ciclo e tal, mas confesso que se eu soubesse antes, não teria lido a série, porque sinceramente acredito que a autora estragou uma boa história.

 P.S.: Tem gente que está se revoltando com um fato específico do final do livro, mas, na minha opinião, ele não é tão descabido quanto estão falando. Para o que a autora se propôs a fazer, ele se encaixa. Faz sentido. Tem um propósito. Também não gostei deste fato ter acontecido, mas não acho que seja a pior coisa do mundo. (Quando você ler, se você ler, vai entender!)

Divergente
  1. Divergente (Divergent)
  2. Insurgente (Insurgent)
  3. Convergente (Allegiant)