terça-feira, 24 de junho de 2014

Insurgente - Veronica Roth

Insurgente - Veronica Roth

Editora: Rocco
Ano da Edição: 2013
Páginas: 512
Título Original: Insurgent

Sinopse
Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas. Em Insurgente, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama - e a própria vida – enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.



Resenha

Insurgente é o segundo livro da série Divergente e na minha opinião o melhor. Em Divergente é necessário toda uma explicação e introdução, o que deixa o começo meio chatinho, enquanto que em Insurgente você já pega o trem andando. Sério! O livro começa exatamente de onde o primeiro parou: eles fugindo no trem logo após a revolução.

Insurgente é ação do começo ao fim! A narrativa é realmente muito cativante, porque a cada página mais coisas acontecem, mais novidades surgem e mais surpresas são reveladas. Não pense que você conhece todos os personagens perfeitamente e que já sabe o que eles vão fazer, porque você não conhece. Temos sim vários fatos inesperados acontecendo. E é esse ritmo frenético que mais me impressionou no livro e que deixa você louca para terminar logo e começar o terceiro e último livro da série.

Outro ponto positivo é que os personagens vão se tornando mais humanos. Ninguém é totalmente bom, ou totalmente ruim. Cada um com suas complicações e dilemas interiores. Especialmente a Tris que vais mostrando que também tem inseguranças e que tudo o que está acontecendo pode ser um pouco demais para ela. Ela começa a agir mais impulsivamente, e essa imprudência irrita o Tobias e põe uma sombra no relacionamento deles. E mais uma vez o relacionamento deles é sim uma peça importante na trama, mas não é o ponto principal e não norteia a narrativa. Eu considero isso um ponto muito positivo, porque foge do clichê que estão se tornando os livros do gênero.

E o desfecho não é chocante, nem surpreendente, mas é definitivamente bombástico! E você fica loucamente procurando o terceiro livro para começar a ler imediatamente e finalmente descobrir o que danado está acontecendo do outro lado do muro, como e porquê eles foram parar dentro do muro e como será que irá terminar essa história.

Divergente
  1. Divergente (Divergent)
  2. Insurgente (Insurgent)
  3. Convergente (Allegiant)

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Divergente - Veronica Roth

Divergente é a nova moda daqueles que gostam de ficção voltada para o gênero infanto-juvenil, especialmente com o lançamento do filme. Então fui conferir a série da Veronica Roth e vim contar para vocês o que achei.

Divergente - Veronica Roth

Editora: Rocco
Ano da Edição: 2012
Páginas: 504
Título Original: Divergent

Sinopse
Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.



Resenha

Como uma grande fã desse gênero, não me decepcionei com o livro. Ele é realmente muito bom, cheio de ação, com suspense em relação ao que tem do lado de fora do muro, e, claro, romance.

A história é sobre a adolescente Beatrice Prior que vive num mundo pós-apocalíptico em que a sua cidade é cercada por muros e totalmente isolada do mundo lá fora. A sociedade foi dividida em 5 cinco facções (Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição) e aos 16 anos todos passam por um teste que vai determinar qual é a facção que você tem mais aptidão, mas Beatrice é pega de surpresa e é definida como Divergente, que é algo perigoso nos dias atuais, e não sabe qual facção deve escolher. A história segue daí e conta como a jovem faz a sua escolha e as consequências dessa escolha. Além de contar como Beatrice vive tentando esconder seu segredo de que é uma Divergente.

Como eu já disse no começo, o livro não me decepcionou, mas devo ser honesta e dizer que ele tem seus problemas. Como uma Potterhead, eu tendo a julgar muito os outros livros de ficção e isso tem seu lado bom e seu lado ruim. A série Divergente tem uma verossimilhança interna muito boa, a história é boa, cheia de ação e tal, mas eu, PARTICULARMENTE, achei a premissa de um mundo que se resume a uma cidade divida em facções, que tem trabalhos e vida completamente diferentes e exclusivos, muito estranha. Ok, depois que você supera isso e aceita que isso é a realidade e pronto, o livro é realmente muito massa.

O livro demora um pouco pra engatar, mas é justamente para explicar essa premissa na qual o livro é baseado. Depois que a história realmente se inicia, o livro se mostra muito interessante, eletrizante e com reviravoltas massas. O melhor do livro é que, o romance se desenvolve devagar e de forma bem real, não é daquelas histórias que bateu o olho e pronto, sabe? E, além disso, o romance não é parte principal do livro, nem tudo, nem todos giram em torno desse romance.

Resumindo, começa um pouco devagar, mas depois engrena e fica muito bom. Super recomendo a leitura!

Divergente
  1. Divergente (Divergent)
  2. Insurgente (Insurgent)
  3. Convergente (Allegiant)


domingo, 15 de junho de 2014

Fique Comigo - Harlan Coben

Fique Comigo - Harlan Coben

Editora: Arqueiro
Ano da Edição: 2013
Páginas: 286
Título Original: Stay Close

Sinopse
A vida de Megan Pierce nem sempre foi um mar de rosas. Houve uma época em que ela nunca sabia como seria o dia seguinte. Mas hoje é mãe de dois filhos, tem um marido perfeito e a casa dos sonhos de qualquer mulher- e, apesar disso, se sente cada vez mais insatisfeita. Ray Levine já foi um fotógrafo respeitado, mas agora, aos 40 anos, tem um emprego em que finge ser paparazzo para massagear o ego de jovens endinheirados obcecados em se tornar celebridades. Broome é um detetive incapaz de esquecer um caso que nunca conseguiu resolver: há 17 anos, um pai de família desapareceu sem deixar rastros. Todos os anos ele visita a casa em que a mulher e os filhos do homem esperam seu retorno. Essas pessoas levam vidas que nunca desejaram. Agora, um misterioso acontecimento fará com que seus caminhos se cruzem, obrigando-as a lidar com terríveis consequências de fatos que pareciam enterrados havia muito tempo. E, à medida que se deparam com a faceta sombria do sonho americano - o tédio dos subúrbios, a angústia da tentação, o desespero e os anseios que podem se esconder nas mais belas fachadas -, elas chegarão à chocante conclusão de que talvez não queiram deixar o passado para trás.



Resenha

Já falei do quanto os livros do Harlan Coben são massa aqui. Todos são um suspense muito tenso e com reviravoltas que você nunca esperava, mas esse novo supera todos os outros. Fique Comigo é um verdadeiro thriller, daqueles que te deixa agoniado e desesperado para desvendar o fim da história, mas que é impossível descobrir a verdade antes do tempo.

O livro conta a história de três personagens principais, cujas vidas não podiam ser mais diferentes umas das outras, mas que estão mais ligadas do que você imagina. As histórias da dona de casa e mãe de dois filhos, Megan Pierce, do fotógrafo Ray Levine e do detetive Broome, que nunca conseguiu superar um caso não resolvido 17 anos atrás vão se cruzar quando um homem desaparece em um novo caso, que de certa forma envolve todos eles.

O estilo da narrativa de Harlan Coben é, como sempre, incrível e envolvente e vai juntando as peças do quebra-cabeça lentamente e com maestria. Ele consegue fazer os links entre as histórias de forma que só ele faz: no momento certo e contando somente e justamente o que você precisa naquele momento. Tudo que você vai descobrindo ao longo da história só vai te deixando mais ansioso por desvendar os detalhes do mistério. E eu te garanto que o final é surpreendente, mas ao mesmo tempo é a única solução possível para o enredo. Ou seja, como sempre, perfeito.

Até agora foi o melhor livro do Harlan Coben que li, pois este mistura o extraordinário mistério, com pitadas de romance e até questões psicológicas com relação aos personagens. Acho que uma das melhores formas de definir o Fique Comigo é dizendo que ele daria um ótimo e histórico season finale (daqueles especiais de 2 horas) de Criminal Minds!


sábado, 4 de maio de 2013

Maid for the Billionaire - Ruth Cardello

Maid for the Billionaire - Ruth Cardello

Editora: publicação independente
Ano da Edição: 2011
Páginas: 221

Sinopse
Dominic Corisi knew instantly that Abigail Dartley was just the distraction he was looking for, especially since having her took a bit more persuading than he was used to. So when business forces him to fly to China, he decides to take her with him, but on his terms. No promises. No complications. Just sex.

Abby has always been the responsible one. She doesn't believe in taking risks; especially when it comes to men - until she meets Dominic. He's both infuriating and intoxicating, a heady combination. Their trip to China revives a long forgotten side of Abby, but also reveals a threat to bring down Dominic's company. With no time to explain her actions, Abby must either influence the outcome of his latest venture and save his company or accept her role as his mistress and leave his fate to chance. Does she love him enough to risk losing him for good?



Resenha

Quando começou o burburinho sobre o lançamento do livro "Coração de Bilionário" aqui no Brasil, eu fiquei intrigada, pois achei que já tinha visto o nome da autora em algum lugar. Então descobri que tinha o e-book original aqui no meu computador. Isso porque desde que baixei a aplicação Kindle para meu pc, eu peguei a mania de ficar baixando um bocado de e-book que tá de graça na Amazon, mesmo sabendo que não vou dar conta de ler nem um terço deles. Eis que numa semana, "Maid for the Billionaire" estava em promoção e acabei baixando.

Depois que o livro foi lançado aqui com aquela capa linda (veja abaixo) e umas meninas fizeram resenha falando bem dele, coloquei-o na minha lista de "Vou Ler". Mas vou falar a verdade, o livro não foi tão bom quanto eu esperava. Talvez a culpa seja minha, porque comecei a ler com uma expectativa muito alta, achando que teria algo de diferente nele. Porém, a história é de um típico romance de banca, é algo que eu esperaria ver na série "Desejo" da Harlequin.

É aquela coisa de sempre: bilionário fica atraído pela moça simples e batalhadora, tenta mantê-la ao seu lado usando tudo o que o dinheiro pode comprar, mas ela quer amor e não dindin e tenta ir embora, aí ele vê que está apaixonado, pede desculpas e todo mundo é feliz para sempre. Gente, eu gosto de romance e este é o mote de uma boa parte deles, mas algumas autoras conseguem escrever o mesmo enredo de maneira diferente, fazendo com que o livro deixe de ser só mais um no meio do balaio. Não foi o caso de Ruth Cardello.

A história é repleta de clichês e situações absurdas que só autoras de romance acham possíveis como: o cara conseguir um passaporte para a mulher do dia para a noite (literalmente) sem ela ter de ir resolver nada; no mesmo dia que o cara desembarca com a mulher na China, o mundo inteiro já está de olho nela e cheio de expectativas quanto ao seu papel; reuniões onde estão ministros do governo chinês podem ser invadidas sem mais, nem menos. Enfim, não existe um pingo de compromisso com a realidade.

E o final parecia mais final de novela da Globo. Não teve casamento, mas teve o anúncio de um, então, de repente, a família tava toda reunida, todo mundo feliz, casais se olhando cheios de amor e com direito até a um bebê fofinho. Francamente, não estou ansiosa para ler os próximos da série, o único que eu queria ler é o terceiro (o da irmã da protagonista deste), pois gostei da Lil e do Jake.

Resumindo, como não paguei nada pelo livro, foi bom, mas nada demais. Contudo, se eu tivesse pagado R$ 29,90 pela edição impressa nacional (ou R$15,99 pelo e-book), teria me arrependido. Porque a gente pode ter esse mesmo tipo de história num livro que custa +ou- um terço desse preço. Se você realmente tá querendo ler e consegue ler em inglês, sugiro que compre o e-book em inglês, pois sai muito mais em conta. Se não dá pra ler no idioma original, então pegue emprestado, pois eu não acho que vale o investimento (a capa brazuca é realmente linda, mas o conteúdo não tá no mesmo patamar).
Capa brasileira

Legacy Collection
  1. Maid for the Billionaire (no Brasil: Coração de Bilionário)
  2. For Love or Legacy
  3. Bedding the Billionaire
  4. Saving the Sheikh
  5. Rise of the Billionaire

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Marcados a Fogo - Sara Craven & Susan Stephens

Não vou nem tentar justificar meu sumiço, vocês já estão cansados disso. Então, bora ao que interessa.

Marcados a Fogo - Sara Craven & Susan Stephens

Editora: Harlequin Books
Ano da Edição: 2010
Páginas: 320
Título Original: The Innocent's Surrender / Count Maxime's Virgin

Sinopse
Cativa do inimigo — Sara Craven
Natasha Kirby está à mercê de Alex Mandrakis! Ele agora tem o controle das empresas dos Kirby, e está mais que disposto a possuí-la. Presa em um luxuoso iate, Natasha deve ceder a uma impiedosa sedução para salvar o que resta de sua família...

Cicatrizes de amor — Susan Stephens
Com o coração e sua inocência em pedaços, Tara Devenish promete nunca mais se entregar ao conde Lucien Maxime. Mas o destino a coloca no caminho dele mais uma vez. Ela possui algo que ele quer. 



Resenha

Gente, eu quase não faço essa resenha. Primeiro, ao contrário da minha irmã, eu não tenho uma veia jornalística e tenho certa dificuldade em pôr as coisas no papel. Segundo, o livro é muito ruim, então não me dá nem vontade de falar sobre ele. Mas Larissa me lembrou que não podemos ficar só falando do que achamos bom, temos que falar daquilo que a gente leu e não gostou para alertar os outros leitores incautos.

Eu não comprei "Marcados a Fogo", na verdade, ele veio de brinde com outro que comprei (nem me lembro qual, acho que foi "Impiedoso" da Diana Palmer - se foi isso msm, perdi meu dinheiro geral). Como vocês sabem, a série "Jessica" da Harlequin traz duas histórias e eu pensava que sempre vinha uma marromeno boa e outra marromeno ruim, mas este foi premiado com duas totalmente ruins. Não me admira que a editora estava querendo se livrar das cópias que tinha em estoque.

As duas histórias de "Marcados a Fogo" têm algumas coisas em comum (além de serem ambas péssimas): os "mocinhos" são dois arrogantes e metidos que parecem viver no séc. XIX ou antes; as mocinhas são duas abestalhadas; ambas as histórias são muito centradas no casal, então não há nenhum coadjuvante para salvar a situação. Mas bora falar sobre cada uma individualmente:

Cativa do inimigo
A história se passa na Grécia e começa com os irmãos de criação da Natasha fazendo-a assinar uma carta dizendo que concorda em se casar com o filho do arqui-inimigo do pai deles como parte das negociações para salvar a empresa da família. Bem, eu não acredito que no século XXI os milionários gregos ainda façam casamentos arranjados, mas esse não é o problema. O problema é que as negociações fracassam e Natasha é chamada de volta à Grécia para assinar os papéis de venda da empresa, mas ela é sequestrada (sim, para mim foi isso que aconteceu) pelo Alex Mandrakis, que exige que ela faça sexo com ele.

Vocês perceberam? Pode ser que lá na Grécia não tenha o equivalente da Lei Maria da Penha, mas duvido que estupro seja permitido. Quando a mocinha diz que não vai fazer nada e vai denunciá-lo, Alex simplesmente fala que tem uma carta onde ela conta que fará coisas inomináveis com ele e que, portanto, nenhum juiz acreditará que ela foi para cama com ele forçada. Sendo que a carta é claramente uma armação feita pelos irmãos dela. Porém, as ameaças parecem fazer sentido para Natasha, pois ela acaba fazendo o que ele quer (+ou-, pois ela só fica lá deitada sem esboçar nenhuma reação enquanto ele faz o que quer).

Como uma noite só não foi suficiente, Alex diz que se ela quiser salvar a mansão onde a mãe adotiva dela vive, vai ter que se tornar sua amante por tempo indeterminado. Um monte de baboseira se passa daí até o fim do livro, quando ele declara seu "amor". E, claro, está tudo bem agora porque ele disse que se apaixonou por ela e queria casar desde o primeiro dia que a viu (de relance) numa festa. É isso mesmo, minha gente! O cara pôs os olhos na menina, sequer trocou uma palavra com ela, mas já decidiu que era o amor da sua vida e não iria casar com mais ninguém. Francamente!

Cicatrizes de amor
Aqui a primeira coisa que notamos é que a história não é contínua, mas sim, uma simples sequência de cenas. Ou a autora faltou às aulas de coesão e coerência, ou o prazo da editora esgotou e ela mandou o rascunho onde anotava as cenas que ela queria incluir, mas que não tinha desenvolvido como sair de um ponto a outro. Antes que alguém diga que a culpa é da edição brasileira, pois nossas editoras de romances de banca têm a mania de cortar tudo, tem gente lá no Goodreads (que leu o original) reclamando disso também.

O segundo problema é que eu acho que a autora queria escrever um romance histórico e a editora pediu um contemporâneo, mas a Susan Stephens não quis abrir mão da ideia de ter um romance "escandaloso" entre um conde e uma plebeia. E foi com isso que tudo desandou de vez. A história poderia ter dado certo, se tivesse sido bem escrita, pois ela tem algo diferente que é o fato de a mocinha estar acima do "peso ideal". A história se passa dois anos depois que o casal se conheceu e eu pensei que a autora ia cair no clichê de fazer a gordinha desajeitada ficar magra, bem sucedida, e virar o objeto de desejo de todo homem, mas não foi isso que ocorreu. Tara continua acima do peso e ansiosa.

Tem toda uma discussão sobre a guarda da sobrinha deles (o irmão dele era casado com a irmã dela e os dois morreram), mas isso não interessa. A questão é que ele é um conde francês e tem que arranjar uma mulher "adequada" para sua posição e pelo bem de seu povo e blá, blá, blá. Só que a França é uma república! Se houver alguém se chamando de conde por lá, é um título vazio (como o da tal "princesa" do Brasil). Mas aí a autora diz que as terras dele se estendem pelo sul da França, cruzando a fronteira da Espanha. Então eu penso: "vai ver o título dele é espanhol, embora Ferrambeaux pareça francês, e ele tem terras na França sem ter conexão alguma com o título", só que a parte da Espanha onde estão as terras é a Catalunha.

Perceberam de novo? Logo na Catalunha, onde existem movimentos a favor da independência da região!? Por que o povo catalão, que não quer muita conversa com a coroa espanhola, iria se importar com quem um conde casa ou deixa de casar? E se for na França, por que o povo francês, que trucidou sua nobreza no século XVIII, iria querer saber da procedência da noiva de um suposto conde? E outra, mulheres não podem assinar contrato de aluguel na França/Catalunha em pleno século XXI? Se a autora queria inventar essas restrições, que fosse num romance histórico ou em um reino fictício (como as autoras de livros de sheiks fazem). Mas num lugar onde todo mundo sabe que esse tipo de coisa não existe, só faz deixar o leitor irritado com o absurdo da situação.

Resumindo, nenhuma das histórias merecia sequer meia estrela, mas como eu tenho que colocar alguma coisa ou vocês pensariam que esqueci de classificar, tive que dar uma estrela. Aliás, com tanta história boa por aí, como essas duas foram ser publicadas? Com tanto romance que a Harlequin gringa lança, por que a editora brasileira escolheu logo esses dois para traduzir?