terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Fazendo Meu Filme 1: a estreia de Fani - Paula Pimenta

Gente, estou de volta! Resolvi fazer minha primeira resenha de 2013, com o primeiro livro que li neste ano. Ganhei "Fazendo Meu Filme 1" de aniversário da minha tia, ele já estava na minha lista de desejos há algum tempo, só que acabei priorizando outros. Mas ainda bem que ganhei \o/.

Eu tinha outros livros para ler, que estão aqui há mais tempo, mas como este foi o último que ganhei (meu níver foi dia 11/01, mas aceito presentes atrasados, no problem), ficou logo no topo da pilha e acabei pegando-o.

Fazendo Meu Filme 1: a estreia de Fani - Paula Pimenta

Editora: Gutenberg
Ano da Edição: 2012
Páginas: 331

Sinopse
Tudo muda na vida de Fani quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio e morar um ano em outro país. As reveladoras conversas por telefone ou MSN e os constantes bilhetinhos durante a aula passam a ter outro assunto: a viagem que se aproxima.

“Fazendo meu filme” nos apresenta o fascinante universo de uma menina cheia de expectativas, que vive a dúvida entre continuar sua rotina, com seus amigos, familiares, estudos e seu inesperado novo amor, ou se aventurar em um outro país e mergulhar num mundo cheio de novas possibilidades.



Resenha

Já tinha visto algumas resenhas falando bem do livro e queria ver se fazia meu gosto também. Além disso, desde o ano passado tenho tentado ler mais coisas de autores nacionais. Porém, confesso, a capinha muito fofa foi o que me deixou balançada.

Vamos começar falando da parte estética, não só a capa é bonita, mas os trechos dos filmes no começo de cada capítulo, os bilhetinhos, as cartas e e-mails têm tipos de fonte diferentes, dando um aspecto bem legal ao livro. Pode parecer besteira, mas esses detalhes fazem diferença para mim. Os capítulos são curtos, o que deixa a leitura mais rápida, e tem um para cada DVD da coleção da Fani. Todos começam com um trechinho de um dos filmes que tem tudo a ver com o que acontece no capítulo.

Eu gostei de todos os personagens. Achei Fani cativante, Gabi e Natália são ótimas amigas e o Leo, gente, é um fofo. O melhor de tudo é que conseguimos nos identificar com eles, pois todo mundo é muito brazuca. A garota chata não é uma líder de torcida (aliás, desde quando usar aqueles uniformes ridículos e pompons é sinônimo de popularidade?) e o cara popular não é o zagueiro do time de futebol americano.

A turma da Fani podia ser a minha ou a sua turma de ensino médio. Ninguém é vampiro, bruxo, anjo, nem mesmo membro de uma família real. Fani tem 16 anos, sofre de paixonite aguda pelo professor de Biologia e está prestes a fazer um intercâmbio de 1 ano na Inglaterra. A Gabi é a melhor amiga de Fani, ela é uma superamiga mesmo, sempre está lá para consolar Fani e puxá-la de volta ao chão quando ela viaja demais. Natália está loucamente apaixonada por um menino mais velho e faz de tudo para ele notá-la. Leo é o melhor amigo de Fani, mas as outras meninas juram que ele quer algo mais, só que Fani não percebe nada.

Enfim, o livro retrata esses pequenos grandes dramas de adolescentes de uma maneira bem realista, sem exageros. Fani não é uma abestalhada como outras protagonistas de livros YA (especialmente aqueles sobrenaturais). Li que Meg Cabot foi uma das influências de Paula Pimenta e dá para notar isso, embora Fani não seja tão neurótica quanto Mia. Também achei que Leo tem uma "pegada" de St. Clair. Bem, ele não é o carinha pelo qual todas as meninas do colégio têm uma quedinha, mas é o cara gente boa, popular e amigo de todo mundo. Tá, eu sei que "Anna e o Beijo Francês" foi publicado depois, só que eu li a história de Anna e St. Clair antes.

Gostei bastante do livro e o resto da série já entrou na minha lista de desejos, só perdeu uma estrelinha porque achei o final meio corrido.

Série Fazendo Meu Filme
  1. Fazendo Meu Filme 1: a estreia de Fani
  2. Fazendo Meu Filme 2: Fani na terra da rainha
  3. Fazendo Meu Filme 3: o roteiro inesperado de Fani
  4. Fazendo Meu Filme 4: Fani em busca do final feliz

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O Solteirão - Carly Phillips

Semana passada não teve resenha porque a casa estava cheia de visitas e era Ano Novo e aniversário da minha mãe, etc, etc. Mas cá estou, de volta e com a resenha de um livro divertido, com uma história de romance e, pode-se dizer que, até de suspense!

O Solteirão - Carly Phillips

Editora: Essência
Ano da Edição: 2008
Páginas: 288
Título Original: The Bachelor

Sinopse
Raina Chandler não sabe mais o que fazer para que os filhos se casem e lhe dêem netos. Eles são os três homens mais cobiçados da cidade, e talvez por isso eles não levem nenhuma a sério. Suspeitando que esteja prestes a ter um infarto, Raina corre ao hospital e descobre que tudo não passou de uma indigestão. Mas o diagnóstico é confidencial, e seus filhos não lhe negariam um último pedido se acreditassem que ela está gravemente doente. Os irmãos decidem lançar o destino à sorte. É neste momento que o caçula, Roman, reencontra Charlotte Bronson, seu primeiro amor. Mas quando se revêem, ambos sentem que, mesmo depois de 10 anos, a história entre eles está mal resolvida. Mas será que tão mal resolvida a ponto de fazer com que Roman queira se comprometer pelo resto de seus dias? Ou será que Charlotte teria de ceder e casar-se mesmo sabendo que o marido passará mais tempo fora do que dentro de casa?



Resenha

Encontrei este livro no fundo da livraria e bem escondidinho atrás de nomes já super conhecidos por aqui. Eles só tinham um exemplar, que estava até meio amarelado, mas comprei assim mesmo porque me apaixonei pela sinopse e pela capa logo de cara e não me decepcionei.

O livro tem um pouco de tudo e na medida certa. É um romance bem humorado entre o viajado e despreocupado, Roman, e a recém-chegada (novamente) a cidade, Charlotte. A história começa quando os três irmãos Chandler escolhem no cara-ou-coroa qual deles vai acabar sua vida, escolher uma mulher para casar e conceder o último e maior desejo de sua mãe que está “gravemente doente”, dar-lhe netos. E Roman é o que perde, ou ganha, a competição.

O protagonista, claro, é maravilhoso! Ele é lindo, sedutor, charmoso, simpático, de boa família, enfim, ele é perfeito, como em todo romance que se preze. E a mocinha, também não fica pra trás. Apesar do livro ter todas aquelas coisas que os livros “chic lit” tem, eu não acho ele nem um pouco clichê.

O Solteirão proporciona uma leitura leve e divertida para mulheres de várias idades e inclusive para aquelas que gostam de suspense. Pois no livro existe um caso de roubo constante de calcinhas a ser desvendado. A característica principal do livro é que a história tem sempre com uma pontinha de humor, mas nada é exagerado ou forçado. Claro que sempre tem aquele momento em que tudo no relacionamento estava indo bem, até que a mocinha faz uma tempestade num copo d’água e depois tudo se ajeita, mas eu já aprendi a superar esse momento dos livros e filmes de romance em que a mulher se faz de uma idiota completa sem motivo nenhum.

Posso afirmar que este livro foi direto para a minha lista de favoritos e mais indicados, comprei imediatamente o segundo livro da trilogia e fiquei esperando ansiosamente pelo lançamento do terceiro. Espero que a editora Essência lance mais livros da autora!

Série Os Irmãos Chandler
  1. O Solteirão (The Bachelor)
  2. O Bom Partido (The Playboy)
  3. O Canalha (The Heartbreaker)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Um Gosto de Vida (As Irmãs Keyes - Livro 1) - Susan Mallery

Feliz Natal pra todo mundo! E pra combinar esta época deliciosa do ano, resenhei um livro que é também delicioso de ler, especialmente porque ele tem receitas espalhadas nele. :)

Um Gosto de Vida (As Irmãs Keyes - Livro 1) - Susan Mallery

Editora: Harlequim
Ano da Edição: 2011
Páginas: 320
Título Original: Sweet Talk

Sinopse
Existe algo mais doce do que o primeiro amor? Não pergunte para Claire Keyes. Aos 28 anos, ela é considerada um prodígio do piano. Porém, em seu currículo amoroso não há um relacionamento sério, tampouco um caso de verdade. Sua carreira de concertista deixou pouco espaço para amigos e parentes. E é por esse motivo que Claire não visita Nicole e Jesse, suas irmãs, nem a tradicional confeitaria da família há anos. Mas agora Nicole está doente e já faz tempo que Jesse desertou. Sem considerar o fato de Claire não saber botar água para fever, ela está determinada a bancar a dona de casa. Criar laços com as duas irmãs está no topo de sua lista... junto com se apaixonar ou, pelo menos, ser seduzida pela primeira vez. Apesar de ser um homem tão atraente quanto sério, pode ser que Wyatt se encaixe nos planos de Claire. Embora não pare de dizer que ambos vêm de mundos diferentes, ele fica mais aceso do que forno de padaria sempre que ela se aproxima. Se continuar assim, talvez Claire dê a ele uma chance... e deixe um gostinho de quero mais.



Resenha


Este é um livro de amor. Não só o amor entre o casal principal, mas também o amor entre irmãs, o amor entre um pai solteiro e a sua filha deficiente auditiva, o amor pela música, e pode parecer um pouco clichê, mas o amor pela vida.

A personagem Claire não é muito cativante, acho que ela é um pouco “besta” demais. Ela é mais iludida que todas as mocinhas de romances água com açúcar juntas! Ela acha que a relação com a irmã vai voltar a ser como era 20 anos atrás simplesmente do nada, ela acha que Wyatt, que diz que não quer nada sério desde o começo, vai se apaixonar loucamente por ela do nada, ela acha que as coisas são simples e o mundo é cor de rosa. Ao longo do livro ela vai aprendendo um pouco que a vida não é tão fácil como num conto de fadas, mas mesmo assim continua meio iludida e irritante.

Para mim, mais legal até do que como o romance entre Claire e Wyatt se desenvolve, é a relação que ela desenvolve com a filha dele através da música e apesar dele. Elas se dão bem desde o começo e Claire não trata a menina diferente ou é impaciente com Amy pelo fato dela ser surda. Pelo contrário, ela quer aprender a linguagem dos sinais e leva a garota às compras, etc. E a relação delas se torna mais intensa quando Claire toca o piano para Amy, que coloca as mãos no piano para sentir as vibrações da música. É Amy quem ajuda Claire a superar seus ataques de pânico no palco e é ela quem percebe o amor de Claire e Wyatt. Eu acredito que Amy é o verdadeiro centro dessa história. E é a melhor parte do livro.

É um bom romance que, apesar da personagem principal ser meio chatinha, envolve o leitor até o fim. Um dos pontos mais positivos do livro é que ele conta várias histórias em uma só: tem a história entre Claire e Nicole, tem a história por trás da briga entre Nicole e Jesse (a outra irmã), tem a história porque Claire abandonou os palcos, etc. São várias histórias que se ligam numa só e que trazem a este livro uma veracidade que faz o leitor se identificar.


Série As Irmãs Keyes
  1. Um Gosto de Vida (Sweet Talk)
  2. Um Gosto de Amor (Sweet Spot)
  3. Um Gosto de Esperança (Sweet Trouble)

 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Glória Mortal - J. D. Robb (Nora Roberts)

Depois de um longo e tenebroso inverso, eu voltei! E o post de hoje não é exatamente sobre o livro, é mais um comentário geral sobre a Nora Roberts, mas falo um pouco sobre o livro também. Vocês vão entender.

Glória Mortal - J.D. Robb (Nora Roberts)

Editora: Bertrand Brasil
Ano da Edição: 2004
Páginas: 364
Título Original: Glory in Death

Sinopse
Eve Dallas é tenente da polícia de Nova York e está caçando um assassino cruel. Em mais de dez anos na força policial ela já viu de tudo e sabe que a própria sobrevivência depende de seus instintos. Eve avança contra todos os avisos que lhe dão para não se envolver com Roarke, bilionário irlandês, o principal suspeito de um dos casos de assassinato que ela está investigando. A paixão e a sedução, porém, possuem regras próprias, e depende de Eve assumir um risco nos braços de um homem sobre o qual ela nada sabe, a não ser a necessidade de sentir o toque dele, que se transformou em um vício para ela.



Resenha

Glória Mortal é o segundo livro da Série Mortal da escritora Nora Roberts que assina estes como J.D. Robb. Confesso que não terminei o livro, mesmo depois de várias tentativas, e muita perseverança. Mas não porque o livro em si é ruim, ou desestimulante, ou porque não tem um suspense bem construído. Não, ele tem tudo isso. Eu não consegui terminar por causa da Nora Roberts.

Ela é uma boa escritora, não é à toa que tem mais 200 livros publicados e uma grande parte deles chegou à lista dos Bestsellers do New York Times (bom, mas qual o livro que não é um best-seller do New York Times, né?! Mas isso é história pra outro dia). Mas eu já li cerca de 20 livros dela e estou saturada de ler as mesmas frases, as mesmas descrições e os mesmos personagens (apenas com nomes diferentes). Não estou querendo desmerecer a autora ou seus livros, é só que você não pode escrever 200 livros sem que eles se tornem repetitivos. Eu adoro os livros dela, por isso li tantos, só não consigo ler mais...

O meu conselho é que você escolha alguns poucos livros dela para ler feliz e empolgada. E para ajudar eu fiz uma lista dos meus favoritos (depois resenho cada um deles para vocês), que não está organizada em ordem de preferência:

  1.  “O Amuleto” 
  2.  “Três Destinos” 
  3.  Série Os Irmãos Mackade (“O Retorno de Rafe Mackade”, “O Orgulho de Jared Mackade”, “O Coração de Devin Mackade” e “O Despertar de Shane Mackade”) 
  4.  Trilogia da Gratidão (“Arrebatado pelo Mar”, “Movido pela Maré” e “Protegido pelo Porto”) e a continuação extra feita anos depois “Resgatado pelo Amor”. 

 Mas voltando ao Glória Mortal em si... O suspense é bem construído, a autora vai dando pistas para que o leitor tente descobrir o assassino. E assim como no volume 1 da série (Nudez Mortal), o homem com quem a policial Eve Dallas está envolvida, Roarke, aparece como suspeito e isso, mais uma vez, interfere no relacionamento do casal. Como não consegui chegar ao fim do livro, não sei dizer se as explicações para a escolha do assassino fazem sentido ou não. Mas quero frisar mais uma vez, que não desisti do livro por ele em si ser ruim ou desestimulante, é só que abusei da Nora Roberts.

Então o resumo desse post é, se for ler a Nora Roberts (recomendo!), escolha bem o que vai ler, pois você vai acabar enjoando depois de alguns livros.
 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Ventos da Paixão - Sarah Mallory

Quem é vivo sempre aparece e aqui estou eu para mais uma resenha. Eu li vários outros livros antes deste, mas já que andei meio desmotivada para escrever resenhas, resolvi voltar com uma de livro que está mais fresquinho na memória.

Ventos da Paixão - Sarah Mallory

Editora: Harlequin Books
Ano da Edição: 2012
Páginas: 288
Título Original: Wicked Captain, Wayward Wife

Sinopse
A noiva desafiadora do capitão
Quando a jovem viúva Evelina Wylder foi colocada frente a frente com seu marido supostamente falecido, um elegante capitão, por sinal bem vivo ficou ao mesmo tempo chocada, alegre... e furiosa! Por isso qualquer que fosse a explicação dele para o ultrajante engano, ela não mais o aceitaria no leito conjugal. A corajosa inocência de Eve havia enfeitiçado Nick, mas a sua fúria ardente o conquistara! Agora, ele teria de encarar seu maior desafio: provar a Eve que sua primeira missão era amá-la e respeitá-la para sempre!



Comentários

Vou ser direta: Evelina é uma chata. Ela não me cativou, o que fez com que o livro perdesse um pouco da graça para mim. Não me entenda mal, o livro não é ruim, mas tem outros históricos melhores, com "mocinhas" mais cheias de atitude.

O problema de Eve é que ela é do tipo de mulher que se finge de durona, que diz ao cara para ele ir embora, pois ela não quer mais vê-lo nem pintado de ouro. Porém, depois fica se lamuriando porque o homem fez exatamente o que ela mandou: foi embora.

Tá, eu entendo, Nick (que, aliás, é um fofo e a razão para eu ainda considerar o livro bom) a enganou, se mandou logo depois da noite de núpcias e fingiu estar morto. Certamente não era para Eve perdoá-lo logo de cara, mas ele tinha motivos bastante plausíveis para fazer o que fez e explicou tudo a ela assim que se encontraram novamente. O que foi uma das coisas que apreciei neste livro, o mocinho não ficou enrolando, dizendo que tinha uma explicação para tudo, mas só podia dizer depois e que a mulher deveria confiar nele e blá blá blá.

Mas Eve ficou até os últimos momentos do livro, mesmo depois de ele salvá-la duas vezes, fazendo mimimi, dizendo coisas do tipo: "Ai, ele é um aventureiro, não vai querer parar em casa!" e "Ah meu Deus! eu tenho que deixá-lo livre, para que ele seja feliz". Isso tudo sem nem falar com Nick para saber o que ele realmente queria.

Enfim, se você já comprou o livro ou uma amiga lhe emprestou, pode ler que não vai ser uma perda de tempo. Mas se você ainda não comprou, sugiro que escolha outro.