quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Um Gosto de Vida (As Irmãs Keyes - Livro 1) - Susan Mallery

Feliz Natal pra todo mundo! E pra combinar esta época deliciosa do ano, resenhei um livro que é também delicioso de ler, especialmente porque ele tem receitas espalhadas nele. :)

Um Gosto de Vida (As Irmãs Keyes - Livro 1) - Susan Mallery

Editora: Harlequim
Ano da Edição: 2011
Páginas: 320
Título Original: Sweet Talk

Sinopse
Existe algo mais doce do que o primeiro amor? Não pergunte para Claire Keyes. Aos 28 anos, ela é considerada um prodígio do piano. Porém, em seu currículo amoroso não há um relacionamento sério, tampouco um caso de verdade. Sua carreira de concertista deixou pouco espaço para amigos e parentes. E é por esse motivo que Claire não visita Nicole e Jesse, suas irmãs, nem a tradicional confeitaria da família há anos. Mas agora Nicole está doente e já faz tempo que Jesse desertou. Sem considerar o fato de Claire não saber botar água para fever, ela está determinada a bancar a dona de casa. Criar laços com as duas irmãs está no topo de sua lista... junto com se apaixonar ou, pelo menos, ser seduzida pela primeira vez. Apesar de ser um homem tão atraente quanto sério, pode ser que Wyatt se encaixe nos planos de Claire. Embora não pare de dizer que ambos vêm de mundos diferentes, ele fica mais aceso do que forno de padaria sempre que ela se aproxima. Se continuar assim, talvez Claire dê a ele uma chance... e deixe um gostinho de quero mais.



Resenha


Este é um livro de amor. Não só o amor entre o casal principal, mas também o amor entre irmãs, o amor entre um pai solteiro e a sua filha deficiente auditiva, o amor pela música, e pode parecer um pouco clichê, mas o amor pela vida.

A personagem Claire não é muito cativante, acho que ela é um pouco “besta” demais. Ela é mais iludida que todas as mocinhas de romances água com açúcar juntas! Ela acha que a relação com a irmã vai voltar a ser como era 20 anos atrás simplesmente do nada, ela acha que Wyatt, que diz que não quer nada sério desde o começo, vai se apaixonar loucamente por ela do nada, ela acha que as coisas são simples e o mundo é cor de rosa. Ao longo do livro ela vai aprendendo um pouco que a vida não é tão fácil como num conto de fadas, mas mesmo assim continua meio iludida e irritante.

Para mim, mais legal até do que como o romance entre Claire e Wyatt se desenvolve, é a relação que ela desenvolve com a filha dele através da música e apesar dele. Elas se dão bem desde o começo e Claire não trata a menina diferente ou é impaciente com Amy pelo fato dela ser surda. Pelo contrário, ela quer aprender a linguagem dos sinais e leva a garota às compras, etc. E a relação delas se torna mais intensa quando Claire toca o piano para Amy, que coloca as mãos no piano para sentir as vibrações da música. É Amy quem ajuda Claire a superar seus ataques de pânico no palco e é ela quem percebe o amor de Claire e Wyatt. Eu acredito que Amy é o verdadeiro centro dessa história. E é a melhor parte do livro.

É um bom romance que, apesar da personagem principal ser meio chatinha, envolve o leitor até o fim. Um dos pontos mais positivos do livro é que ele conta várias histórias em uma só: tem a história entre Claire e Nicole, tem a história por trás da briga entre Nicole e Jesse (a outra irmã), tem a história porque Claire abandonou os palcos, etc. São várias histórias que se ligam numa só e que trazem a este livro uma veracidade que faz o leitor se identificar.


Série As Irmãs Keyes
  1. Um Gosto de Vida (Sweet Talk)
  2. Um Gosto de Amor (Sweet Spot)
  3. Um Gosto de Esperança (Sweet Trouble)

 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Glória Mortal - J. D. Robb (Nora Roberts)

Depois de um longo e tenebroso inverso, eu voltei! E o post de hoje não é exatamente sobre o livro, é mais um comentário geral sobre a Nora Roberts, mas falo um pouco sobre o livro também. Vocês vão entender.

Glória Mortal - J.D. Robb (Nora Roberts)

Editora: Bertrand Brasil
Ano da Edição: 2004
Páginas: 364
Título Original: Glory in Death

Sinopse
Eve Dallas é tenente da polícia de Nova York e está caçando um assassino cruel. Em mais de dez anos na força policial ela já viu de tudo e sabe que a própria sobrevivência depende de seus instintos. Eve avança contra todos os avisos que lhe dão para não se envolver com Roarke, bilionário irlandês, o principal suspeito de um dos casos de assassinato que ela está investigando. A paixão e a sedução, porém, possuem regras próprias, e depende de Eve assumir um risco nos braços de um homem sobre o qual ela nada sabe, a não ser a necessidade de sentir o toque dele, que se transformou em um vício para ela.



Resenha

Glória Mortal é o segundo livro da Série Mortal da escritora Nora Roberts que assina estes como J.D. Robb. Confesso que não terminei o livro, mesmo depois de várias tentativas, e muita perseverança. Mas não porque o livro em si é ruim, ou desestimulante, ou porque não tem um suspense bem construído. Não, ele tem tudo isso. Eu não consegui terminar por causa da Nora Roberts.

Ela é uma boa escritora, não é à toa que tem mais 200 livros publicados e uma grande parte deles chegou à lista dos Bestsellers do New York Times (bom, mas qual o livro que não é um best-seller do New York Times, né?! Mas isso é história pra outro dia). Mas eu já li cerca de 20 livros dela e estou saturada de ler as mesmas frases, as mesmas descrições e os mesmos personagens (apenas com nomes diferentes). Não estou querendo desmerecer a autora ou seus livros, é só que você não pode escrever 200 livros sem que eles se tornem repetitivos. Eu adoro os livros dela, por isso li tantos, só não consigo ler mais...

O meu conselho é que você escolha alguns poucos livros dela para ler feliz e empolgada. E para ajudar eu fiz uma lista dos meus favoritos (depois resenho cada um deles para vocês), que não está organizada em ordem de preferência:

  1.  “O Amuleto” 
  2.  “Três Destinos” 
  3.  Série Os Irmãos Mackade (“O Retorno de Rafe Mackade”, “O Orgulho de Jared Mackade”, “O Coração de Devin Mackade” e “O Despertar de Shane Mackade”) 
  4.  Trilogia da Gratidão (“Arrebatado pelo Mar”, “Movido pela Maré” e “Protegido pelo Porto”) e a continuação extra feita anos depois “Resgatado pelo Amor”. 

 Mas voltando ao Glória Mortal em si... O suspense é bem construído, a autora vai dando pistas para que o leitor tente descobrir o assassino. E assim como no volume 1 da série (Nudez Mortal), o homem com quem a policial Eve Dallas está envolvida, Roarke, aparece como suspeito e isso, mais uma vez, interfere no relacionamento do casal. Como não consegui chegar ao fim do livro, não sei dizer se as explicações para a escolha do assassino fazem sentido ou não. Mas quero frisar mais uma vez, que não desisti do livro por ele em si ser ruim ou desestimulante, é só que abusei da Nora Roberts.

Então o resumo desse post é, se for ler a Nora Roberts (recomendo!), escolha bem o que vai ler, pois você vai acabar enjoando depois de alguns livros.
 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Ventos da Paixão - Sarah Mallory

Quem é vivo sempre aparece e aqui estou eu para mais uma resenha. Eu li vários outros livros antes deste, mas já que andei meio desmotivada para escrever resenhas, resolvi voltar com uma de livro que está mais fresquinho na memória.

Ventos da Paixão - Sarah Mallory

Editora: Harlequin Books
Ano da Edição: 2012
Páginas: 288
Título Original: Wicked Captain, Wayward Wife

Sinopse
A noiva desafiadora do capitão
Quando a jovem viúva Evelina Wylder foi colocada frente a frente com seu marido supostamente falecido, um elegante capitão, por sinal bem vivo ficou ao mesmo tempo chocada, alegre... e furiosa! Por isso qualquer que fosse a explicação dele para o ultrajante engano, ela não mais o aceitaria no leito conjugal. A corajosa inocência de Eve havia enfeitiçado Nick, mas a sua fúria ardente o conquistara! Agora, ele teria de encarar seu maior desafio: provar a Eve que sua primeira missão era amá-la e respeitá-la para sempre!



Comentários

Vou ser direta: Evelina é uma chata. Ela não me cativou, o que fez com que o livro perdesse um pouco da graça para mim. Não me entenda mal, o livro não é ruim, mas tem outros históricos melhores, com "mocinhas" mais cheias de atitude.

O problema de Eve é que ela é do tipo de mulher que se finge de durona, que diz ao cara para ele ir embora, pois ela não quer mais vê-lo nem pintado de ouro. Porém, depois fica se lamuriando porque o homem fez exatamente o que ela mandou: foi embora.

Tá, eu entendo, Nick (que, aliás, é um fofo e a razão para eu ainda considerar o livro bom) a enganou, se mandou logo depois da noite de núpcias e fingiu estar morto. Certamente não era para Eve perdoá-lo logo de cara, mas ele tinha motivos bastante plausíveis para fazer o que fez e explicou tudo a ela assim que se encontraram novamente. O que foi uma das coisas que apreciei neste livro, o mocinho não ficou enrolando, dizendo que tinha uma explicação para tudo, mas só podia dizer depois e que a mulher deveria confiar nele e blá blá blá.

Mas Eve ficou até os últimos momentos do livro, mesmo depois de ele salvá-la duas vezes, fazendo mimimi, dizendo coisas do tipo: "Ai, ele é um aventureiro, não vai querer parar em casa!" e "Ah meu Deus! eu tenho que deixá-lo livre, para que ele seja feliz". Isso tudo sem nem falar com Nick para saber o que ele realmente queria.

Enfim, se você já comprou o livro ou uma amiga lhe emprestou, pode ler que não vai ser uma perda de tempo. Mas se você ainda não comprou, sugiro que escolha outro.

 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A Outra Rainha - Philippa Gregory

Primeiro, quero agradecer minha amiga Ivethy por ter me dado este livritcho de presente! :)

A Outra Rainha - Philippa Gregory

Editora: Record
Ano da Edição: 2011
Páginas: 418
Título Original: The Other Queen

Sinopse
Após fugir dos rebeldes escoceses e buscar abrigo na Inglaterra com sua prima Elizabeth I, Maria Stuart passa a viver sob a guarda do casal George Talbot, o conde de Shrewsbury, e Bess de Hardwick.

Durante os anos de cárcere da rainha da Escócia, os sonhos, convicções, frustrações e esperanças desse casal são revelados, tendo como cenário a grande insurreição do norte que visa libertar Maria, restaurá-la a seu trono na Escócia e garantir sua herança ao trono da Inglaterra.



Resenha

Bora falar da capa primeiro? É linda, não é? Foi a primeira coisa que chamou minha atenção quando vi este livro na livraria (sim, confesso, eu também escolho/compro livros pela capa). A segunda coisa que me chamou a atenção foi a autora, eu já tinha lido muitos comentários positivos sobre os livros de Philippa Gregory, em especial sobre a série "Os Tudors".

Esse foi o primeiro livro de Philippa Gregory que li e digo logo que pretendo ler outros livros da autora, pois gostei muito do seu estilo. "A Outra Rainha" faz parte da série "Os Tudors" e é o sexto livro seguindo a ordem cronológica. Mas você pode ler os livros em qualquer ordem, até porque eles foram publicados fora da ordem cronológica dos acontecimentos (a própria autora diz isso no seu site). Aliás, dizem que este é o livro mais fraco da série; se ele é o mais fraco, quero logo ler os outros!

A história se passa no tempo em que Maria, rainha da Escócia, é mantida como prisioneira na Inglaterra de Elizabeth I. Ela é narrada sob três perspectivas: a da própria Maria, a de George Talbot (o conde responsável guardar a rainha Maria) e a de Bess de Hardwick (a esposa de George). Como a narração é feita em primeira pessoa, nós conseguimos penetrar nos pensamentos dos personagens e descobrir suas intenções.

Usar vários pontos de vista e a primeira pessoa para narrar os fatos foram recursos interessantes, além disso, a autora escreve muito bem e faz você realmente acreditar que tudo aquilo se passou. Contudo, o livro perdeu uma estrela pois não consegui me apegar a nenhum personagem. Bess e George não são muito interessantes e Maria vai perdendo o brilho ao longo do livro, devido aos anos de "prisão".

Para mim, o melhor período para se fazer um livro sobre Maria Stuart seria o anterior à sua prisão. Mas a autora parece ter gostado muito de Bess e estava era querendo uma desculpa para fazer um livro sobre ela. Não que a verdadeira Bess de Hardwick não seja uma mulher digna de nota, afinal ela conseguiu fazer sua fortuna com base na sua própria inteligência e faro para negócios (embora os maridos anteriores tenham dado sua contribuição) em pleno séc. XVI, mas ela não dá uma boa protagonista de romance.


Série Os Tudors (ordem cronológica)
  1. A Princesa Leal (The Constant Princess)
  2. A Irmã de Ana Bolena (The Other Boleyn Girl)
  3. A Herança de Ana Bolena (The Boleyn Inheritance)
  4. O Bobo da Rainha (The Queen's Fool)
  5. O Amante da Virgem (The Virgin's Lover)
  6. A Outra Rainha (The Other Queen)

 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A Mesa Voadora - Luis Fernando Verissimo

A Mesa Voadora - Luis Fernando Verissimo

Editora: Objetiva 
Ano da Edição: 2001 
Páginas: 156 


Sinopse

"A Mesa Voadora" traz uma seleção de 47 crônicas recheadas com dicas bem humoradas de quem transita com a mesma desenvoltura por sofisticados bistrôs de Paris ou pastelarias de beira de estrada. Apesar de não entender nada de cozinha, Luis Fernando Veríssimo entende bem, e muito, de comida. Neste livro o autor escreve deliciosamente sobre suas memórias gustativas. Delicie-se com este cardápio recheado de crônicas de dar água na boca!


Resenha

Eu sou fã de Verissimo e adoro a forma como ele consegue transformar situações tão corriqueiras em algo divertido e gostoso de ler. Então não podia deixar de apreciar mais esse livro de crônicas dele. A Mesa Voadora, assim como Orgias, é um livro que a gente devora bem rápido, mas achei que as crônicas são um pouco menos divertidas. Talvez seja porque elas estão relacionadas à comida e eu não sou uma amante tão entusiasmada da cozinha.

Mas ainda assim, a leitura vale a pena. Quem não passou por um sufoco como relatado em "O buffet"? E quem teria coragem de degolar a galinha Margarete de "A decadência do Ocidente"? Aliás, quero deixar registrado aqui o meu apoio à rebelião contra a salsinha e que concordo com Verissimo que "salsinha" é qualquer coisa que esteja só de enfeite no prato.

Outra característica que gosto de Verissimo está presente em "Botecos", que é sua habilidade em inventar palavras que se encaixam perfeitamente no significado pretendido. Afinal, "flunfa" é ou não um nome perfeito para aquela sujeirinha/lãzinha que fica no umbigo? =D